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Nova Veneza, sul/Santa Catarina, Brazil
Alguém que procura.....conhecimentos,.... reconhecimento,...viver,... amar, ..ser feliz...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Descoberta

Te descobri ...

No olhar inocente da criança;
No perfume exalado pela flor;
Na minha última esperança;
No fracasso que doeu, mas ensinou.

Te descobri....

No silêncio matinal;
No canto dos pássaros ao sol;
No orvalho virginal;
Na beleza majestosa do girassol.

Te descobri...

Que bom que estás aqui...
Meu coração em prantos te acolheu;,
E me elevei, quando caí;
Minha fé neste momento aconteceu.

Te descobri...

Te pedi, e a mim vieste;
Um mundo novo agora posso ver;
Nada pediste, nada quisestes.
Só a vontade de te querer.

Te descobri...

Estavas aqui sempre e a todo o momento
Agora quero cantar com louvor;
Eras tu que me sussurravas ao vento;
Tão perto de mim estavas. Oh! Senhor.

Te descobri...

O Senhor está aqui;
Aqui bem dentro de mim;
Daqui não vai mais sair;
Porque lhe disse sim....

Saudade!

Saudade: lembrança afetuosa e nostálgica,
de pessoa, situação, ou coisa distante,
ausente ou extinta


Saudade!
Sentimento alegre!
Alegre!
Quem sente saudade, é por ama,
O amor é alegre
Alegria de estar vivo
De ser lembrado
De ser saudado
Saudade!
Dor amarga, doce saudade!
Saudade das lembranças que fui esquecendo,
Dos amigos que acabei perdendo,
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Saudade! Saudade! Saudade!

domingo, 2 de maio de 2010

OLHAR FURTIVO E ETERNO

Não te pedi...
Vieste...
Palavras amáveis
Sorriso maroto
Olhar cativante
Te esperava... Ansiava...
Horas... Dias... Meses...
Sonhava... Sonhava mansamente
Quanto tempo... Quanta espera
Bastou que me dirigisse um olhar...
Apenas um olhar...
Foi o olhar mais quente, doce e sensual
Que alguém podia esperar...
Um olhar penetrante, aconchegante, envolvente.
Um olhar para se sentir amada, admirada, desejada, deslumbrada...
Nos lábios um sorriso maroto,
Porém, profundo marcados de desejos...
Desejos ocultos, inconfessáveis, proibidos...
Sensação gostosa deste olhar abraçado.
Envolvimento deste calor delicioso,
Aquecendo meu corpo...
Sentimento de felicidade,
Sentido de importância
Senti que me olhou...
Desejou-me,
Amou-me...
Neste segundo de olhar,
Foi a sensação mais inebriante e estonteante já sentida,
Um olhar,
Um segundo que marcará eternamente minha vida.

Depressão

Meu peito se rasga de dor,
É uma tristeza que não tem lugar,
Dói em todo meu ser,
Uma dor que não sei explicar.
Choro por tudo e todos
Os pensamentos negativos povoam minha mente,
E não consigo controlar.
Sei que rasgar o peito e chorar não vai me acalmar,
Mas choro, pois é uma forma de me expressar.
Não sei a que me conduz tudo isso, só sei que preciso chorar,
Embora não saiba por que, é uma forma de desabafar
Tudo angustia, imprime em mim uma vontade louca de sumir, esconder, me afastar,
A vida não tem graça, tudo negro, escuro pálido,
Que louca sensação de estar morrendo,
E querer me isolar.
É o que sinto, quando uma dor triste indefinível vem aqui no peito morar.
É depressão, mal do século, mas tão real e tão sem nexo que as vezes não consigo explicar.
Depressão, abatimento moral, tristeza profunda, desânimo,
È o que falo, mas ninguém vê , estou deprimida, mas não posso mostrar.
A dor maldita se esconde no peito a me apertar.
E o choro dá significado a tristeza que não quer me deixar.
Lamento sem causa, medo, tudo vem aqui dentro do peito se alojar,
Perco o equilíbrio da vida,
Perco o sentido de ser,
Perco minha alma nesse emaranhado de emoções,
Que me faz refém e não me abandona,
Onde só o choro mostra, que lágrimas foram feitas para desabafar.
E eu me desabo em prantos, para não me afogar.

Tributo ao sol

Conta-se que certa vez, o vento o sol e a nuvem fizeram uma aposta. Qual deles era mais forte.
Então começou a disputa, apostaram que teria força suficiente para fazer um senhor que passava tirar um imenso casaco em meio a um rigoroso inverno.
Então primeiro veio o vento era forte, frio, que a tudo ia derrubando, envergando as arvores e sua força era imensa e o pequeno homem mais e mais apertava seu casaco para protegê-lo do frio.
Depois foi a vez da nuvem, ela se encheu de água e soltou uma chuva imensa, era uma enxurrada que a tudo lavava e levava, e o pequeno homem, puxava mais e mais o casaco, para que o protegesse da chuva que a tudo encharcava.
Então foi a vez do sol, veio tímido, devagarzinho, primeiro alguns raios solares, e foi esquentando tudo secando se posicionando em seu lugar de astro rei, as pessoas sorriam, porque finalmente ele começou a brilhar e o pequeno homem sentia um calorzinho gostoso e do calorzinho veio o calorão, então como se fosse um ritual acostumado, tirou o casado colocando em cima do ombro e seguiu seu caminho tranqüilo, sem violência, sem se machucar, vencedor: sol.
Penso na humildade do sol, que a cada dia dá um espetáculo sem público, não espera aplausos, não incomoda, embora seja um astro rei, capaz de iluminar todos os astros do planeta, não nos permite olha-lo de frente por muito tempo, basta saber que ele está lá, a brilhar.
a fornecermos animo em nossa caminhada renovando idéias e ideais a cada dia, estamos nós acostumados com sua luminosidade que percebemos o quanto nos é preciosa , quando alguns dias de chuva que também é necessária, vem nos lembrar que estamos com saudade de seu brilho, porque seu nascer e pôr é um espetáculo impar.
O sol, ah o sol que no inverno aquece nosso corpo, esquenta a alma, nos faz andar abraçadinhos para nos aquecer melhor, na primavera faz abrir a flores enfeita o jardim de nossa vida, que no outono seca as flores para que as sementes sequem e possam novas flores enfeitar, que no verão nos faz crianças com vontade de brincar, a gente sempre sabe do quanto tudo na natureza é muito bom, mas tomei mais consciência disso quando meu neto na sua sabedoria de três anos profetizou com convicção:- Vovó o sol é nosso amigo e eu digo amém.

Solidão

Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão. Basta que ao seu redor se arme o silêncio, que não se manifeste aos seus olhos nenhuma presença humana para que delas se apodere imensa angustia, como se o peso do céu desabasse sobre a sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúncio do fim do mundo.
De todos os males da vida moderna, a solidão tem se mostrado de forma mais gritante, pois ultrapassa os limites da compreensão humana.
Porque as pessoas tem se sentido tão só? Talvez as agitações diárias, o acúmulo de atividades, deixem por vezes esgotadas do convívio humano, ou simplesmente, o ser humano deixou de compartilhar com os seres de sua espécie, suas ansiedades, suas dúvidas, suas incertezas e certezas, suas tristezas e alegrias, por achar desinteressante esses laços de amizade cultivada como antigamente, ao mesmo tempo me pergunto, estará só uma pessoas que tem tantas experiências, tantos pensamentos, um mundo particular de lembranças sobre as quais meditar?.
Portanto ninguém deve se sentir só, quando tem seu lado espiritual bem amparado e preparado para conviver consigo mesmo.
A solidão só existe quando vem acompanhada de outros problemas existenciais

Pessoa, Gente, Ser Humano.

              “Porque haveremos de ser inimigos sempre uns dos outros,

                     uma vez que olhamos para as mesmas estrelas,

                         habitamos transitoriamente o mesmo planeta e

                              respiramos sobre o mesmo céu”.

A vida é um constante conhecer de gente, e nesse conhecer esbarramos na escala de valores de cada ser humano. Pois os valores adquiridos ao longo de suas vidas é o que determina e guia suas ações de convivência com outros seres humanos.

Como pessoa sou consciente, original insubstituível, tenho valor eterno, capacidade de evoluir e sou de grande valor para a humanidade. Mas cada pessoa é diferente por suas capacidades, suas vocações, seus gostos, aspecto físico, raça, hábitos....

E são essas diferenças criadas por Deus e o poder do livre arbítrio dado às pessoas é que nos faz sermos amigos ou inimigos, experimentarmos o bem e o mal. Pelo sofrimento, por nossos fracassos, conhecemos a nossa verdade, a nós tudo é colocado como provas a serem vencidas para chegarmos a um grau mais elevado de espiritualidade, aprendendo e ensinando a vitória do espírito sobre a matéria.

Porque ao invés de nos amarmos cada vez mais como cristãos, mais e mais nos distanciamos uns dos outros, mais e mais tornamo-nos inimigos?

Mesmo sabendo que se podemos nos juntar para resolvermos nossas dificuldades; estaremos crescendo em ajustamento, segurança, em formação plena de nossa personalidade.

O convívio social é uma porta aberta para soluções, nossas experiências que trocadas com o outro, nos faz mais humanos, afinal somos todos irmãos e da mesma espécie.Isso só prova que se não colocamos em prática o que sabemos.

Somos muito pequenos diante da grandiosidade de Deus, somos pobres criaturas insignificantes, que apenas olham para as mesmas estrelas, habitamos o mesmo planeta, respiramos o mesmo ar, mas infinitamente medíocres diante do caminho a escolher.

Escrever e ler

Escrever é estar ligada ao ato de ser, porque todo artista expressa seus sentimentos, um passeio pela alma do artista, desses fazedores, colocadores de palavras certas no lugar certo, para atingir o ponto certo, as nossas emoções, as nossas frustrações, as nossas possibilidades e porque não, despertar as nossas habilidades.

É muito bom ler e se deliciar, passear com as palavras, num espaço maravilhoso, onde nos proporciona viajar pelo universo de cada escritor, ver como ele enxerga a vida, como coloca o coração em cada ponto, em cada rima, em cada verso.

É assim que leio, com a alma aberta para que adentre em mim e a pureza destes sentimentos se misture aos meus e me faça sonhar, ou quem sabe enxergar com mais clareza a realidade do mundo lá fora, que as vezes choca, mas que também nos faz felizes.

Quando leio aprendo um pouco mais ,me emociono,valorizo mais o ato de escrever e ler .

Ler e escrever é o clamor da vida dentro de cada um de nós, é o que separa o equilíbrio da paixão e verdade de ilusão.

É o encontro da verdade e da realidade

Tudo impele , desperta , clama e dá responsabilidade para o aperfeiçoamento

Nesta dicotomia que é a vida, voar e voar, não nos dá o direito de ficar sempre no ar, com os pés no chão, temos que mostrar que escrever ou ler é enxergar lá do alto,ou de cá, nunca perder a ternura, mas não se alienar, procurar a sintonia e enxergar.

Ler e escrever é o clamor da vida dentro de cada um de nós, é o que separa o equilíbrio da paixão e verdade de ilusão.

É o encontro da verdade da e da realidade